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As cirurgia bariátrica é uma opção de tratamento para pacientes com obesidade que não tiveram sucesso na perda de peso com o tratamento clínico. Antes um procedimento com altos índices de complicação e mortalidade, os avanços da medicina permitiram que a cirurgia passasse a ser realizada com um elevado nível de segurança. A cirurgia laparoscópica permitiu uma recuperação com menos dor e mais rápida. Além disso, novos entendimentos sobre o paciente obeso e sua recuperação, permitiram um retorno mais rápido às atividades, com curto período de internação.


Confira minha entrevista ao Jornal do Almoço sobre Cirurgia Bariátrica!

Quem tem indicação para Cirurgia Bariátrica?

Para ser submetida ao tratamento cirúrgico, alguns critérios devem ser preenchidos. São eles:

  • IMC igual ou acima de 40 kg/m²
  • IMC igual ou acima de 35 kg/m², acompanhado de doenças desencadeadas ou agravadas pela obesidade.
  • ter 18 anos de idade, mas, em casos excepcionais, a cirurgia pode ser realizada a partir dos 16.
  • ter sido submetido a tratamento clínico pelo período de 2 anos com resultado insatisfatório.
  • não ser dependente de álcool ou outras drogas.

Além disso, paciente e seus familiares devem compreender os riscos de uma operação, a necessidade de mudança de hábitos e do acompanhamento multidisciplinar para toda a vida.

Vantagens da cirurgia bariátrica

O paciente que irá ser submetido à cirurgia, noralmente já passou por anos de tentativas de perda de peso sem sucesso. Estudos têm mostrado que conseguir perder grande quantidade de peso (normalmente 30 - 50kg) apenas com dietas e atividade física é um caminho que quase ninguém consegue percorrer. Ainda mais quando se fala em manter a perda de peso para o resto da vida. A frustração com tentativas prévias, assim como com a descrença de familiares e amigos na capacidade de perda de peso gera angústias que só quem vive com peso em excesso sabe.  A cirurgia bariátrica já mostrou que consegue atingir objetivos melhores do que qualquer tipo de dieta isoladamente. Isso acontece pois ela ajuda da seguinte maneira:

 

  • Reduz a fome e traz saciedade precoce
  • Leva à perda significativa de peso
  • Melhora o controle de doenças associadas à obesidade (muitos pacientes em pouco tempo passam a reduzir medicações)
  • Leva a aumento da autoestima e da mobilidade física, ajudando a cumprir os objetivos
  • Aumenta a sobrevida e a qualidade de vida

Como é feita a avaliação para cirurgia bariátrica?

Para determinar fatores de risco e evitar complicações no tratamento cirúrgico, o paciente deve ser submetido a uma avaliação pré-operatória cuidadosa. Ela é realizada por uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais da área de psicologia, nutrição, endocrinologia, nutrologia, clínica médica, cardiologia e outras que o médico cirurgião julgar necessário. Além disso, a avaliação inclui a realização de exames laboratoriais (sangue), de imagem (raio x, ecografia), endoscopia digestiva alta, entre outros. 
A avaliação completa permite uma visão detalhada sobre a saúde do paciente antes da realização do procedimento, podendo corrigir alterações graves e preparar o paciente para uma cirurgia segura e com bons resultados. Estudos mostram que quanto melhor a preparação do paciente, melhores os resultados em relação a complicações e perda de peso. Por isso, não tenha pressa nesse momento. Entenda que cada detalhe é importante e essencial para o sucesso da cirurgia.

Como é realizada a cirurgia bariátrica?

Existem dois métodos de realização de uma cirurgia bariátrica: aberta (convencional) e por videolaparoscopia. O primeiro envolve a realização de cortes grandes no abdômen, o que traz uma recuperação um pouco mais lenta. Já o segundo, é realizado com pequenas incisões – cerca de 1 cm – na mesma região.
Na videolaparoscopia é utilizado gás carbônico para insuflar a cavidade abdominal, criando um espaço para que sejam utilizados a câmera de vídeo, instrumentos cirúrgicos e grampeadores especiais no corpo do paciente. Isso faz com que seja menor a manipulação dos órgãos intra-abdominais, sendo uma cirurgia menos agressiva.
Além disso, essa técnica tem como benefício a menor intensidade de dor pós-operatória e menor tempo de internação hospitalar. Por esses motivos, essa é a técnica utilizada em quase a totalidade das cirurgias. Porém, é importante saber que a cirurgia convencional pode ser necessária em qualquer paciente. Os dois tipos são realizados com anestesia geral.

Quais são os riscos da cirurgia? Quais alterações frequentes após?

Como todo procedimento cirúrgico, existem riscos relacionados à cirurgia bariátrica. Complicações mais simples acontecem com alguma frequência, como equimoses (roxos na pele), flebites (inflamação de veia superficial), entre outras, e têm tratamento simples. Com o avanço nos métodos de tratamento e cuidado do paciente obeso, complicações graves (como sangramentos importantes e fístulas) são cada vez menos frequentes. Nos dias de hoje, o óbito relacionado à cirurgia bariátrica, quando realizada por profissionais qualificados e em centros cirúrgicos de grande volume, é muito raro. A segurança da cirurgia é comparável a cirurgia de retirada da vesícula. 

Complicações a longo prazo incluem anemia, carência de vitaminas, queda de cabelo, alterações do paladar, azia e queimação. Todas podem ser minimizadas com os cuidados específicos. O paciente tem um papel fundamental quando se fala em evitar as complicações. Não se esqueça: todas orientações foram dadas por profissionais com experiência em cirurgia bariátrica, pensando no seu bem estar e no sucesso do procedimento.

Como é o acompanhamento pós-operatório?

Após a operação é necessário que o paciente realize um acompanhamento multidisciplinar ao longo de toda a vida para garantir uma boa recuperação e a manutenção do resultado. Além do cirurgião, é preciso que o acompanhamento inclua nutricionista, psicólogo ou psiquiatra, endocrinologista ou nutrólogo. Outros profissionais também podem ser importantes, conforme a necessidade de cada paciente. A realização de exames e a regularidade das consultas varia caso a caso.

Lembre-se que as alterações após a cirurgia podem surgir a qualquer momento. Faça acompanhamento regular, e para o resto de sua vida! Isso permite que pequenas alterações sejam corrigidas ainda no início.

Quais são os tipos de cirurgia bariátrica?

Existem quatro tipos de cirurgia bariátrica aprovados pelo Conselho Federal de medicina, são elas:
• Bypass gástrico em Y de Roux
• Sleeve (Gastrectomia Vertical)
• Banda Gástrica
• Derivação Biliopancreática

Destes, os dois primeiros (sleeve e bypass) são os que possuem os resultados mais consistentes associado com menor risco de complicações. A determinação de qual tipo de cirurgia é indicada para cada paciente depende de uma minuciosa avaliação pré-operatória e da informação e do entendimento por parte do paciente e familiares das alterações específicas de cada método. Logo, isso costuma ser definido no final do processo.

Bypass

 

 

No Bypass gástrico em y de Roux o estômago é dividido em dois. A menor parte, que fica com uma capacidade aproximada de 50ml, tem um formato de bolsa e ganha uma ligação direta com o intestino. O alimento passa a ter o trajeto desviado da primeira parte do intestino delgado. É considerada uma cirurgia reversível, apesar de apenas raramente ser necessário desfazer a cirurgia.

Sleeve - Gastrectomia Vertical

Na cirurgia bariátrica Sleeve (Gastrectomia Vertical) o estômago é grampeado e dividido em duas partes. A maior, onde é produzida a grelina (hormônio da fome), é retirada. O restante fica em forma de um tubo com cerca de 100ml de capacidade e que receberá o alimento e encaminhará para a primeira porção do intestino delgado. É considerada uma cirurgia irreversível

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